{"id":1086,"date":"2021-04-08T06:07:00","date_gmt":"2021-04-08T09:07:00","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/?p=1086"},"modified":"2021-04-05T16:23:18","modified_gmt":"2021-04-05T19:23:18","slug":"justica-garante-aposentadoria-por-invalidez-a-pedreiro-com-problemas-cardiacos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/2021\/04\/08\/justica-garante-aposentadoria-por-invalidez-a-pedreiro-com-problemas-cardiacos\/","title":{"rendered":"Justi\u00e7a garante aposentadoria por invalidez a pedreiro com problemas card\u00edacos"},"content":{"rendered":"\n<p>O Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF4) julgou procedente o pedido de um pedreiro de 59 anos, morador de Dion\u00edsio Cerqueira (SC), a fim de converter o benef\u00edcio de aux\u00edlio-doen\u00e7a recebido por ele em aposentadoria por invalidez. A decis\u00e3o foi proferida por unanimidade pela Turma Regional Suplementar de Santa Catarina da Corte em sess\u00e3o virtual. O colegiado ainda estabeleceu que a convers\u00e3o do aux\u00edlio-doen\u00e7a em aposentadoria ocorra a partir da data do julgamento do recurso (17\/3).<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma sess\u00e3o, a Turma considerou improcedente a apela\u00e7\u00e3o do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que buscava negar o benef\u00edcio ao autor devido uma suposta falta de provas de que ele seria segurado \u00e0 \u00e9poca do in\u00edcio da incapacidade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Incapacidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em maio de 2019, o autor ingressou com a a\u00e7\u00e3o, requerendo judicialmente a concess\u00e3o de benef\u00edcio por incapacidade. A per\u00edcia m\u00e9dica realizada no processo constatou que o homem sofre de arritmia card\u00edaca de extrass\u00edstoles ventriculares em alta carga, concluindo pela incapacidade total e tempor\u00e1ria para o trabalho de pedreiro desde meados de 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, em dezembro de 2019, a Vara \u00danica da Comarca de Dion\u00edsio Cerqueira determinou \u00e0 parte autora o recebimento de aux\u00edlio-doen\u00e7a com data de in\u00edcio em julho de 2018 e de cessa\u00e7\u00e3o em agosto de 2020, de acordo com a indica\u00e7\u00e3o do perito judicial.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Recurso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O INSS recorreu da senten\u00e7a ao TRF4.<\/p>\n\n\n\n<p>Na apela\u00e7\u00e3o, a autarquia sustentou ser descabida a concess\u00e3o do benef\u00edcio, pois o autor n\u00e3o teria comprovado a qualidade de segurado na data do in\u00edcio da incapacidade em 2017. Segundo o Instituto, o homem havia interrompido as contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias em 2014 e somente as retomou em 2018, ano em que realizou o requerimento administrativo do aux\u00edlio-doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a parte autora interp\u00f4s recurso pleiteando a convers\u00e3o em aposentadoria por invalidez, ou, subsidiariamente, a determina\u00e7\u00e3o do pagamento do aux\u00edlio-doen\u00e7a sem data de cessa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Decis\u00e3o da Turma<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O desembargador federal Sebasti\u00e3o Og\u00ea Muniz, relator do caso na Corte, esclareceu que as parcelas em falta foram pagas pelo autor entre janeiro de 2018, m\u00eas em que retomou as contribui\u00e7\u00f5es ao INSS, e julho do mesmo ano. Sendo assim, e somando-se \u00e0s parcelas que j\u00e1 haviam sido pagas at\u00e9 2014, o pedreiro teve garantida a sua condi\u00e7\u00e3o como segurado.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 apela\u00e7\u00e3o do homem, o magistrado destacou: \u201ch\u00e1 que se considerar que se trata de pessoa de idade avan\u00e7ada que trabalha como pedreiro, atividade que exige intenso esfor\u00e7o f\u00edsico, incompat\u00edvel com a patologia da qual \u00e9 acometido. A quest\u00e3o deve ser analisada em um sentido contextualizado com o tipo de atividade exercida. No presente caso, n\u00e3o se pode exigir que o autor, trabalhador bra\u00e7al, permane\u00e7a desempenhando atividades que exigem esfor\u00e7os e movimentos incompat\u00edveis com seu quadro de sa\u00fade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator tamb\u00e9m complementou em seu voto que \u201cainda que a per\u00edcia tenha conclu\u00eddo pela incapacidade laboral tempor\u00e1ria da parte autora, a confirma\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de mol\u00e9stia incapacitante, corroborada pela documenta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, associada \u00e0s suas condi\u00e7\u00f5es pessoais (idade avan\u00e7ada e baixa escolaridade), demonstram a incapacidade para o exerc\u00edcio da atividade profissional, o que enseja a concess\u00e3o de aposentadoria por invalidez. Merece provimento a apela\u00e7\u00e3o do autor, para determinar que o benef\u00edcio de aux\u00edlio-doen\u00e7a seja convertido em aposentadoria por invalidez a partir da data deste julgamento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A Turma Regional Suplementar de SC, de maneira un\u00e2nime, negou o recurso do INSS e julgou procedente a apela\u00e7\u00e3o do pedreiro.<\/p>\n\n\n\n<p>TRF4 22.03.2021<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O INSS recorreu da senten\u00e7a ao TRF4<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1126,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_is_tweetstorm":false,"jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[11,12],"tags":[113,1009,1008,17],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/blog.bfsadvocacia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/pexels-photo-4509092.jpeg?fit=1880%2C1253&ssl=1","featured_image_urls":{"full":["https:\/\/i0.wp.com\/blog.bfsadvocacia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/pexels-photo-4509092.jpeg?fit=1880%2C1253&ssl=1",1880,1253,false],"thumbnail":["https:\/\/i0.wp.com\/blog.bfsadvocacia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/pexels-photo-4509092.jpeg?resize=150%2C150&ssl=1",150,150,true],"medium":["https:\/\/i0.wp.com\/blog.bfsadvocacia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/pexels-photo-4509092.jpeg?fit=300%2C200&ssl=1",300,200,true],"medium_large":["https:\/\/i0.wp.com\/blog.bfsadvocacia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/pexels-photo-4509092.jpeg?fit=640%2C427&ssl=1",640,427,true],"large":["https:\/\/i0.wp.com\/blog.bfsadvocacia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/pexels-photo-4509092.jpeg?fit=640%2C426&ssl=1",640,426,true],"1536x1536":["https:\/\/i0.wp.com\/blog.bfsadvocacia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/pexels-photo-4509092.jpeg?fit=1536%2C1024&ssl=1",1536,1024,true],"2048x2048":["https:\/\/i0.wp.com\/blog.bfsadvocacia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/pexels-photo-4509092.jpeg?fit=1880%2C1253&ssl=1",1880,1253,true],"covernews-slider-full":["https:\/\/i0.wp.com\/blog.bfsadvocacia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/pexels-photo-4509092.jpeg?resize=1077%2C715&ssl=1",1077,715,true],"covernews-slider-center":["https:\/\/i0.wp.com\/blog.bfsadvocacia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/pexels-photo-4509092.jpeg?resize=522%2C500&ssl=1",522,500,true],"covernews-featured":["https:\/\/i0.wp.com\/blog.bfsadvocacia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/pexels-photo-4509092.jpeg?fit=1024%2C682&ssl=1",1024,682,true],"covernews-medium":["https:\/\/i0.wp.com\/blog.bfsadvocacia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/pexels-photo-4509092.jpeg?resize=540%2C285&ssl=1",540,285,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/i0.wp.com\/blog.bfsadvocacia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/pexels-photo-4509092.jpeg?resize=375%2C250&ssl=1",375,250,true]},"author_info":{"display_name":"bfsadvocacia","author_link":"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/author\/bfsadvocacia\/"},"category_info":"<a href=\"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/category\/advogado-sp\/\" rel=\"category tag\">advogado sp<\/a> <a href=\"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/category\/direito-previdenciario\/\" rel=\"category tag\">Direito Previdenci\u00e1rio<\/a>","tag_info":"Direito Previdenci\u00e1rio","comment_count":"0","amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1086"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1086"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1086\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1127,"href":"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1086\/revisions\/1127"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1126"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1086"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1086"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1086"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}