{"id":1725,"date":"2021-10-18T07:00:00","date_gmt":"2021-10-18T10:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/?p=1725"},"modified":"2021-10-04T15:27:58","modified_gmt":"2021-10-04T18:27:58","slug":"caixa-deve-ressarcir-e-indenizar-moradora-de-imovel-com-problemas-estruturais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/2021\/10\/18\/caixa-deve-ressarcir-e-indenizar-moradora-de-imovel-com-problemas-estruturais\/","title":{"rendered":"Caixa deve ressarcir e indenizar moradora de im\u00f3vel com problemas estruturais"},"content":{"rendered":"\n<p>O Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF4) manteve uma senten\u00e7a que condenou a Caixa Econ\u00f4mica Federal a ressarcir os arrendamentos pagos para uma moradora de um condom\u00ednio em Rio Grande (RS), bem como a indeniz\u00e1-la por danos morais. Em 2005, a mulher havia feito o contrato de arrendamento residencial com op\u00e7\u00e3o de compra de um im\u00f3vel no condom\u00ednio constru\u00eddo pela Caixa, como parte do Programa de Arrendamento Residencial (PAR), e percebeu, cinco anos depois, alguns problemas de estrutura, como rachaduras na \u00e1rea interna, na fachada, no piso, e problemas na alvenaria. A decis\u00e3o foi proferida de maneira un\u00e2nime pela 3\u00aa Turma da Corte no dia 21\/9.<\/p>\n\n\n\n<p>No processo, autora alegou que o contrato firmado com a Caixa previa a perman\u00eancia da moradora por 15 anos, com op\u00e7\u00e3o de compra do im\u00f3vel ao final dele. Ela ajuizou a a\u00e7\u00e3o na 1\u00aa Vara Federal de Rio Grande, solicitando o ressarcimento equivalente ao valor de avalia\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel, de R$ 160 mil, e a indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais no montante de R$ 40 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>O ju\u00edzo de primeiro grau considerou os pedidos parcialmente procedentes, observando que, como a mulher n\u00e3o era a dona da casa, n\u00e3o caberia ressarcimento do valor do im\u00f3vel, j\u00e1 que este n\u00e3o teria sido pago. O juiz federal estabeleceu que o valor devido seria a quantia j\u00e1 paga pelo arrendamento do im\u00f3vel no tempo em que a autora residiu nele.<\/p>\n\n\n\n<p>O pleito de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais foi acatado, pois a inadimpl\u00eancia da Caixa com os problemas do im\u00f3vel, n\u00e3o s\u00f3 foi vista como prejudicial por submeter a autora a residir em uma casa em m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m frustrou o desejo dela de obter uma casa pr\u00f3pria, pois a mulher pretendia efetuar a compra ao final do contrato. A quantia requisitada foi considerada elevada pelo juiz e a indeniza\u00e7\u00e3o foi fixada em R$ 13.356,00.<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto a Caixa quanto a autora recorreram ao TRF4. A institui\u00e7\u00e3o financeira sustentou que n\u00e3o cometeu irregularidades pass\u00edveis de condena\u00e7\u00e3o por danos morais. Tamb\u00e9m argumentou que a manuten\u00e7\u00e3o do ressarcimento significaria que a moradora teria residido no im\u00f3vel de maneira n\u00e3o onerosa por mais de dez anos. J\u00e1 a mulher defendeu o pagamento dos valores que haviam sido pleiteados inicialmente.<\/p>\n\n\n\n<p>A 3\u00aa Turma negou as apela\u00e7\u00f5es, mantendo v\u00e1lida a senten\u00e7a proferida pela primeira inst\u00e2ncia. O colegiado concluiu que houve irresponsabilidade por parte da Caixa quanto aos danos que n\u00e3o foram reparados, por\u00e9m n\u00e3o entendeu como correto que o montante ressarcido fosse o valor total do im\u00f3vel. A indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais foi considerada justa. No entendimento dos desembargadores, os danos de fato existiram e o valor fixado pelo ju\u00edzo de primeiro grau foi adequado.<\/p>\n\n\n\n<p>A desembargadora V\u00e2nia Hack de Almeida, relatora do caso, destacou que \u201cos valores despendidos pela arrendat\u00e1ria desde a contrata\u00e7\u00e3o, embora configurem contrapresta\u00e7\u00e3o pelo direito de usar e fruir do bem arrendado, tamb\u00e9m tinham a finalidade de aquisi\u00e7\u00e3o da casa pr\u00f3pria ao final\u201d. A magistrada acrescentou que \u201cainda que a arrendat\u00e1ria tenha ocupado o im\u00f3vel por mais de dez anos, as quantias adimplidas se destinavam \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o do bem, o que restou frustrado por ato de responsabilidade da Caixa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>TRF4 30.09.2021<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF4) manteve uma senten\u00e7a que condenou a Caixa&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1729,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_is_tweetstorm":false,"jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false}}},"categories":[11,28],"tags":[264,262,1387],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/blog.bfsadvocacia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/pexels-photo-4509089.jpeg?fit=1880%2C1253&ssl=1","featured_image_urls":{"full":["https:\/\/i0.wp.com\/blog.bfsadvocacia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/pexels-photo-4509089.jpeg?fit=1880%2C1253&ssl=1",1880,1253,false],"thumbnail":["https:\/\/i0.wp.com\/blog.bfsadvocacia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/pexels-photo-4509089.jpeg?resize=150%2C150&ssl=1",150,150,true],"medium":["https:\/\/i0.wp.com\/blog.bfsadvocacia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/pexels-photo-4509089.jpeg?fit=300%2C200&ssl=1",300,200,true],"medium_large":["https:\/\/i0.wp.com\/blog.bfsadvocacia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/pexels-photo-4509089.jpeg?fit=640%2C427&ssl=1",640,427,true],"large":["https:\/\/i0.wp.com\/blog.bfsadvocacia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/pexels-photo-4509089.jpeg?fit=640%2C426&ssl=1",640,426,true],"1536x1536":["https:\/\/i0.wp.com\/blog.bfsadvocacia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/pexels-photo-4509089.jpeg?fit=1536%2C1024&ssl=1",1536,1024,true],"2048x2048":["https:\/\/i0.wp.com\/blog.bfsadvocacia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/pexels-photo-4509089.jpeg?fit=1880%2C1253&ssl=1",1880,1253,true],"covernews-slider-full":["https:\/\/i0.wp.com\/blog.bfsadvocacia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/pexels-photo-4509089.jpeg?resize=1077%2C715&ssl=1",1077,715,true],"covernews-slider-center":["https:\/\/i0.wp.com\/blog.bfsadvocacia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/pexels-photo-4509089.jpeg?resize=522%2C500&ssl=1",522,500,true],"covernews-featured":["https:\/\/i0.wp.com\/blog.bfsadvocacia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/pexels-photo-4509089.jpeg?fit=1024%2C682&ssl=1",1024,682,true],"covernews-medium":["https:\/\/i0.wp.com\/blog.bfsadvocacia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/pexels-photo-4509089.jpeg?resize=540%2C285&ssl=1",540,285,true],"covernews-medium-square":["https:\/\/i0.wp.com\/blog.bfsadvocacia.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/10\/pexels-photo-4509089.jpeg?resize=375%2C250&ssl=1",375,250,true]},"author_info":{"display_name":"bfsadvocacia","author_link":"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/author\/bfsadvocacia\/"},"category_info":"<a href=\"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/category\/advogado-sp\/\" rel=\"category tag\">advogado sp<\/a> <a href=\"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/category\/atualidades-juridicas\/\" rel=\"category tag\">atualidades jur\u00eddicas<\/a>","tag_info":"atualidades jur\u00eddicas","comment_count":"0","amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1725"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1725"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1725\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1730,"href":"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1725\/revisions\/1730"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1729"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1725"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1725"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1725"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}