{"id":2474,"date":"2022-05-17T07:09:00","date_gmt":"2022-05-17T10:09:00","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/?p=2474"},"modified":"2022-05-17T16:09:56","modified_gmt":"2022-05-17T19:09:56","slug":"concedida-aposentadoria-por-invalidez-para-mulher-com-depressao-que-esta-afastada-do-trabalho-desde-2007","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/2022\/05\/17\/concedida-aposentadoria-por-invalidez-para-mulher-com-depressao-que-esta-afastada-do-trabalho-desde-2007\/","title":{"rendered":"Concedida aposentadoria por invalidez para mulher com depress\u00e3o que est\u00e1 afastada do trabalho desde 2007"},"content":{"rendered":"\n<p>O Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF4) determinou a concess\u00e3o de aposentadoria por invalidez para uma segurada de 59 anos de idade do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que sofre de transtorno depressivo recorrente e est\u00e1 afastada do trabalho desde 2007. A decis\u00e3o foi proferida por unanimidade pela 6\u00aa Turma no dia 20\/4. Segundo o colegiado, foi comprovado que a mulher possui enfermidade que a incapacita total e permanentemente para atividades laborais e que, considerando o quadro cl\u00ednico e as condi\u00e7\u00f5es pessoais dela, o benef\u00edcio previdenci\u00e1rio deve ser concedido. A 6\u00aa Turma estabeleceu que a aposentadoria deve ser implementada no prazo de 20 dias contados da intima\u00e7\u00e3o do INSS.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o foi ajuizada pela segurada, moradora de Alvorada (RS), em novembro de 2020. Ela afirmou que trabalhou como empregada dom\u00e9stica e auxiliar de limpeza at\u00e9 2007 quando passou a receber aux\u00edlio-doen\u00e7a por sofrer uma entorse no tornozelo al\u00e9m de possuir transtorno afetivo bipolar e depress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em agosto de 2018, o INSS cessou o pagamento do aux\u00edlio, ap\u00f3s a per\u00edcia concluir que a segurada tinha condi\u00e7\u00f5es de retornar ao trabalho. A mulher realizou um novo requerimento administrativo de concess\u00e3o do benef\u00edcio, em mar\u00e7o de 2019, mas a autarquia indeferiu o pedido.<\/p>\n\n\n\n<p>No processo, ela requisitou \u00e0 Justi\u00e7a o restabelecimento do aux\u00edlio ou a concess\u00e3o de aposentadoria por invalidez. A autora argumentou que no per\u00edodo em que recebeu o benef\u00edcio do INSS sofreu a perda do filho, v\u00edtima de assassinato, o que agravou os epis\u00f3dios de transtorno depressivo. Ela declarou que nunca conseguiu recuperar as condi\u00e7\u00f5es laborativas e que permaneceu em tratamento m\u00e9dico psiqui\u00e1trico mesmo ap\u00f3s o corte do aux\u00edlio.<\/p>\n\n\n\n<p>O ju\u00edzo da 25\u00aa Vara Federal de Porto Alegre proferiu senten\u00e7a, em novembro de 2021, considerando o pedido improcedente. A segurada recorreu ao TRF4.<\/p>\n\n\n\n<p>Na apela\u00e7\u00e3o, a mulher sustentou que foram apresentados exames e laudos m\u00e9dicos no processo que comprovariam o tratamento psiqui\u00e1trico cont\u00ednuo dela pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) e que demonstrariam a incapacidade laboral.<\/p>\n\n\n\n<p>A 6\u00aa Turma deu provimento ao recurso, determinando que o INSS pague o aux\u00edlio-doen\u00e7a retroativamente desde o requerimento administrativo em mar\u00e7o de 2019 com a convers\u00e3o em aposentadoria por invalidez desde a data do julgamento pelo colegiado.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, desembargador Jo\u00e3o Batista Pinto Silveira, destacou que \u201ctendo em vista todo o conjunto probat\u00f3rio, entendo que a autora est\u00e1 incapacitada de forma total e permanente para o trabalho, sem condi\u00e7\u00f5es de integrar qualquer processo de reabilita\u00e7\u00e3o profissional. Isso porque \u00e9 imprescind\u00edvel considerar, al\u00e9m do estado de sa\u00fade, as condi\u00e7\u00f5es pessoais do segurado, como a idade, a escolaridade, a limitada experi\u00eancia laborativa e, por fim, a realidade do mercado de trabalho atual, j\u00e1 ex\u00edguo at\u00e9 para pessoas jovens e em perfeitas condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade. Assim, ordenar que a postulante, com tais limita\u00e7\u00f5es, recomponha sua vida profissional, negando-lhe o benef\u00edcio no momento em que dele necessita, \u00e9 contrariar o basilar princ\u00edpio da dignidade da pessoa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, o magistrado ressaltou: \u201cforam apresentados atestados m\u00e9dicos, inclusive posteriores ao laudo oficial judicial, no sentido de que a autora permanece em tratamento psiqui\u00e1trico pelo menos desde 2011. O fato de a doen\u00e7a psiqui\u00e1trica, no momento da realiza\u00e7\u00e3o da per\u00edcia judicial em 2021, ter sido considerada em remiss\u00e3o ou de leve intensidade, n\u00e3o significa que ela n\u00e3o esteja total e definitivamente incapacitada para o trabalho formal (do qual est\u00e1 afastada desde 2007), considerando-se todo o conjunto probat\u00f3rio e as condi\u00e7\u00f5es pessoais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O desembargador concluiu que \u201cdeve ser concedida a aposentadoria por invalidez, pois demonstrado nos autos pelo conjunto probat\u00f3rio, que a parte autora \u00e9 portadora de mol\u00e9stias que a incapacitam para o exerc\u00edcio de suas atividades laborativas, sem recursos pessoais capazes de garantir-lhe \u00eaxito em reabilitar-se e reinserir-se adequadamente no mercado de trabalho\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>TRF4 25.04.2022<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;(&#8230;) a parte autora \u00e9 portadora de mol\u00e9stias que a incapacitam para o 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