{"id":456,"date":"2020-09-21T09:15:00","date_gmt":"2020-09-21T12:15:00","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/?p=456"},"modified":"2020-09-20T18:18:39","modified_gmt":"2020-09-20T21:18:39","slug":"pensao-por-morte-presumida-deve-ser-fixada-a-partir-da-data-da-sentenca-que-concedeu-o-beneficio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/2020\/09\/21\/pensao-por-morte-presumida-deve-ser-fixada-a-partir-da-data-da-sentenca-que-concedeu-o-beneficio\/","title":{"rendered":"Pens\u00e3o por morte presumida deve ser fixada a partir da data da senten\u00e7a que concedeu o benef\u00edcio"},"content":{"rendered":"\n<p>A Turma Regional de Uniformiza\u00e7\u00e3o (TRU) dos Juizados Especiais Federais (JEFs) da 4\u00aa Regi\u00e3o decidiu dar provimento a um pedido de uniformiza\u00e7\u00e3o de interpreta\u00e7\u00e3o de lei interposto pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e fixou como marco inicial de pens\u00e3o por morte presumida a data em que a senten\u00e7a da a\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria que concedeu o benef\u00edcio foi proferida, nos termos do artigo 74, III, da Lei n\u00b0 8.213\/91, que disp\u00f5e sobre os Planos de Benef\u00edcios da Previd\u00eancia Social. A decis\u00e3o foi proferida por unanimidade pelo colegiado em sess\u00e3o telepresencial de julgamento realizada na \u00faltima semana (4\/9).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Hist\u00f3rico do caso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em fevereiro de 2017, duas irm\u00e3s estudantes, residentes da cidade de Santo \u00c2ngelo (RS), ajuizaram uma a\u00e7\u00e3o contra o INSS postulando a concess\u00e3o de pens\u00e3o por morte, em raz\u00e3o do falecimento presumido do pai delas, cuja \u00faltima not\u00edcia obtida elas alegaram ter recebido em 2006.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo foi ajuizado sob procedimento dos juizados especiais, e, em janeiro de 2019, a 2\u00aa Vara Federal de Santo \u00c2ngelo considerou procedente o pedido das autoras.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o ju\u00edzo de primeiro grau, nos autos do processo ficou comprovado que a \u00faltima not\u00edcia do genitor das irm\u00e3s remonta ao ano de 2006, a partir de quando n\u00e3o houve o relato de qualquer informa\u00e7\u00e3o sobre ele. A situa\u00e7\u00e3o de desaparecimento foi confirmada em audi\u00eancia na qual foram ouvidas pessoas pr\u00f3ximas ao homem, como a ex-esposa e os sobrinhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, considerando que n\u00e3o houve o ajuizamento de a\u00e7\u00e3o para fins de reconhecimento da morte presumida no ju\u00edzo estadual, a magistrada de primeira inst\u00e2ncia fixou como termo inicial da pens\u00e3o a data do ajuizamento da a\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria, fevereiro de 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>O INSS recorreu da decis\u00e3o interpondo um recurso para a 3\u00aa Turma Recursal do Rio Grande do Sul (3\u00aa TRRS). A autarquia alegou que a pens\u00e3o por morte deveria ter como marco inicial a data da prola\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a que concedeu o benef\u00edcio, e n\u00e3o a de ajuizamento do processo. A Turma negou provimento ao recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o Instituto ajuizou um incidente de uniformiza\u00e7\u00e3o de interpreta\u00e7\u00e3o de lei junto a TRU, apontando uma diverg\u00eancia de entendimento entre o ac\u00f3rd\u00e3o da 3\u00aa TRRS com as jurisprud\u00eancias das 1\u00aa e 2\u00aa Turmas Recursais catarinenses e da 4\u00aa Turma Recursal paranaense, que reconheceram que o termo inicial da pens\u00e3o deve ser fixado na data da senten\u00e7a da a\u00e7\u00e3o, conforme o artigo 74, III, da Lei n\u00b0 8.213\/91.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ac\u00f3rd\u00e3o da TRU<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A TRU, de maneira un\u00e2nime, decidiu dar provimento ao incidente de uniformiza\u00e7\u00e3o, fixando o marco inicial da pens\u00e3o por morte conferida para as autoras na data em que a senten\u00e7a foi proferida na a\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria, janeiro de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza federal Marina Vasques Duarte, relatora do caso na TRU, declarou em seu voto que: \u201cas autoras postulam a concess\u00e3o de pens\u00e3o por morte em raz\u00e3o da morte presumida do pai. A controv\u00e9rsia, no presente momento, diz respeito apenas ao termo inicial do benef\u00edcio. Na situa\u00e7\u00e3o em an\u00e1lise n\u00e3o houve ajuizamento de a\u00e7\u00e3o para fins de reconhecimento da morte presumida no Ju\u00edzo Estadual, mas declara\u00e7\u00e3o incidental de aus\u00eancia, apenas para fins previdenci\u00e1rios, no presente feito. A interpreta\u00e7\u00e3o que me parece mais adequada \u00e9 a de que, em tal situa\u00e7\u00e3o, a pens\u00e3o por morte deve mesmo ser fixada na data da senten\u00e7a da a\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria, nos exatos termos do artigo 74, III, da Lei n\u00b0 8.213\/91\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cConsiderando que o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido n\u00e3o est\u00e1 conformado \u00e0 tese acima proposta, imp\u00f5e-se prover o incidente de uniformiza\u00e7\u00e3o regional interposto pelo INSS\u201d, concluiu a ju\u00edza na sua manifesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tese firmada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Com a decis\u00e3o, fica pacificado pela TRU o entendimento uniformizado nos JEFs da 4\u00aa Regi\u00e3o sob a seguinte tese: \u201ca data de in\u00edcio da pens\u00e3o por morte, em caso de morte presumida, quando n\u00e3o houver ajuizamento de a\u00e7\u00e3o para fins de reconhecimento da morte presumida no Ju\u00edzo Estadual, deve ser fixada na data da senten\u00e7a proferida na a\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria, nos termos do artigo 74, III, da Lei n\u00b0 8.213\/91\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>TRF4 11.09.2020<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Em fevereiro de 2017, duas irm\u00e3s estudantes, residentes da cidade de Santo \u00c2ngelo (RS), ajuizaram uma a\u00e7\u00e3o contra o INSS postulando a concess\u00e3o de pens\u00e3o por 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