{"id":497,"date":"2020-10-06T08:54:00","date_gmt":"2020-10-06T11:54:00","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/?p=497"},"modified":"2020-10-04T20:57:41","modified_gmt":"2020-10-04T23:57:41","slug":"trf4-confirma-direito-de-receber-aposentadoria-por-invalidez-a-idoso-que-teve-auxilio-doenca-cancelado-pelo-inss","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/2020\/10\/06\/trf4-confirma-direito-de-receber-aposentadoria-por-invalidez-a-idoso-que-teve-auxilio-doenca-cancelado-pelo-inss\/","title":{"rendered":"TRF4 confirma direito de receber aposentadoria por invalidez a idoso que teve aux\u00edlio-doen\u00e7a cancelado pelo INSS"},"content":{"rendered":"\n<p>O Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF4) manteve senten\u00e7a de primeiro grau que condenou o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a conceder o benef\u00edcio de aposentadoria por invalidez a um idoso de 73 anos considerado totalmente incapaz. O julgamento ocorreu por meio de sess\u00e3o virtual na \u00faltima ter\u00e7a-feira (29\/9), sendo conduzido pela 5\u00aa Turma da Corte.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Invalidez<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O idoso, morador do munic\u00edpio de Lagoa Vermelha (RS), ingressou com a a\u00e7\u00e3o em outubro de 2016, buscando o restabelecimento do benef\u00edcio previdenci\u00e1rio de aux\u00edlio-doen\u00e7a e sua convers\u00e3o em aposentadoria por invalidez.<\/p>\n\n\n\n<p>No processo, ele narrou que recebeu o aux\u00edlio-doen\u00e7a do INSS desde 2013, tendo o benef\u00edcio sido cancelado administrativamente pela autarquia em 2016. Durante o per\u00edodo, o homem apresentava incapacidade tempor\u00e1ria para o trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, no ano do cancelamento dos pagamentos, os sintomas agravaram-se levando \u00e0 incapacidade permanente do segurado devido \u00e0 rigidez articular e \u00e0 gonartrose secund\u00e1ria a sinovite. Ambas as enfermidades foram confirmados em laudo m\u00e9dico pelo perito judicial do caso, especialista em ortopedia e traumatologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em vista do quadro de sa\u00fade do autor, o ju\u00edzo da 1\u00aa Vara da Comarca de Lagoa Vermelha considerou procedente o pedido. A magistrada de primeira inst\u00e2ncia condenou o INSS a conceder o benef\u00edcio de aposentadoria por invalidez, a contar de 16\/08\/2016, data da cessa\u00e7\u00e3o do aux\u00edlio-doen\u00e7a, pagando as parcelas em atraso, corrigidas com juros.<\/p>\n\n\n\n<p>O Instituto apelou ao TRF4, postulando a reforma da senten\u00e7a. No recurso, alegou que o idoso j\u00e1 tinha a doen\u00e7a preexistente ao rein\u00edcio das contribui\u00e7\u00f5es e alegou a falta de qualidade de segurado na data do in\u00edcio da incapacidade (DII).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ac\u00f3rd\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a situa\u00e7\u00e3o de sa\u00fade do homem, o juiz federal convocado para atuar no Tribunal Altair Antonio Gregorio, relator do caso na Corte, ressaltou que \u201co perito, especialista em Ortopedia, atestou que o autor est\u00e1 total e definitivamente incapacitado para o trabalho, devido \u00e0 limita\u00e7\u00e3o da mobilidade do joelho direito, que apresenta rigidez articular em flexo de 60 graus, fato que o incapacita a deambula\u00e7\u00e3o sem muletas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o magistrado, nos autos do processo foi comprovada a incapacidade existente desde 2016 atrav\u00e9s de documentos m\u00e9dicos apresentados no ato pericial.<\/p>\n\n\n\n<p>Gregorio ainda apontou que, de acordo com a Lei n\u00b0 8.213\/91, \u201co dado mais relevante para a aferi\u00e7\u00e3o do direito ao benef\u00edcio n\u00e3o \u00e9 a data em que surgiu a doen\u00e7a ou les\u00e3o, mas sim a data em que se iniciou a incapacidade para o trabalho\u201d. Dessa forma, o autor j\u00e1 estava inscrito no registro da autarquia quando se deu o agravamento da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO INSS concedeu o benef\u00edcio administrativamente em 2013 e cancelou seus pagamentos em 2016, por constata\u00e7\u00e3o de erro na concess\u00e3o, ao argumento de que a doen\u00e7a era preexistente ao ingresso\/reingresso previdenci\u00e1rio, bem como por falta de comprova\u00e7\u00e3o de qualidade de segurado na DII, que, segundo o INSS, era 2012. Embora o demandante fosse portador da doen\u00e7a, a incapacidade dela decorrente apenas veio posteriormente, o que demonstra o agravamento do quadro, e afasta a tese de doen\u00e7a preexistente. O autor ainda manteve seu v\u00ednculo junto \u00e0 Previd\u00eancia Social, na condi\u00e7\u00e3o de segurado facultativo de 06\/2012 a 02\/2013, conforme se v\u00ea dos documentos anexados ao processo. Assim, em que pese o segurado seja portador da patologia, a incapacidade dela decorrente apenas foi atestada posteriormente, sendo que a per\u00edcia judicial comprova que a partir de 2016 a incapacidade tornou-se total e definitiva, a justificar a concess\u00e3o da aposentadoria por invalidez\u201d, concluiu o juiz.<\/p>\n\n\n\n<p>A 5\u00aa Turma decidiu, por unanimidade, negar provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o interposta pelo INSS, mantendo a integralidade da senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>TRF4 30.09.2020<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 5\u00aa Turma decidiu, por unanimidade, negar provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o interposta pelo INSS, mantendo a integralidade da 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