{"id":834,"date":"2021-02-04T08:11:00","date_gmt":"2021-02-04T11:11:00","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/?p=834"},"modified":"2021-02-01T19:11:01","modified_gmt":"2021-02-01T22:11:01","slug":"mantido-o-pagamento-pelo-inss-de-aposentadoria-por-tempo-de-contribuicao-com-reconhecimento-de-tempo-trabalhado-em-condicoes-especiais-como-mecanico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.bfsadvocacia.com.br\/index.php\/2021\/02\/04\/mantido-o-pagamento-pelo-inss-de-aposentadoria-por-tempo-de-contribuicao-com-reconhecimento-de-tempo-trabalhado-em-condicoes-especiais-como-mecanico\/","title":{"rendered":"Mantido o pagamento pelo INSS de aposentadoria por tempo de contribui\u00e7\u00e3o com reconhecimento de tempo trabalhado em condi\u00e7\u00f5es especiais como Mec\u00e2nico"},"content":{"rendered":"\n<p>A Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF1) manteve a concess\u00e3o pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), de aposentadoria por tempo de contribui\u00e7\u00e3o, para um trabalhador rural, somado ao tempo computado como especial trabalhado pelo empregado como Mec\u00e2nico. O INSS entrou com apela\u00e7\u00e3o contra a senten\u00e7a que julgou procedente o pedido de concess\u00e3o do benef\u00edcio, mas teve o pedido negado pelo colegiado.<\/p>\n\n\n\n<p><br>Ao julgar o recurso, a relatora, desembargadora federal Gilda Sigmaringa Seixas, informou que, ao analisar a documenta\u00e7\u00e3o juntada aos autos, a legisla\u00e7\u00e3o e a jurisprud\u00eancia pertinentes \u00e0 mat\u00e9ria, foi poss\u00edvel verificar que, nos per\u00edodos reivindicados, ele laborou em atividade rural, comprovada por prova material e testemunhal. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m trabalhou em atividade especial profissional, como mec\u00e2nico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO recebimento de pens\u00e3o por morte de segurado especial evidencia que j\u00e1 houve o reconhecimento da condi\u00e7\u00e3o de trabalhador rural do c\u00f4njuge falecido e pode servir como prova da atividade alegada\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora observou, em seu voto, que a aposentadoria especial foi institu\u00edda pela Lei Org\u00e2nica da Previd\u00eancia Social n\u00ba 3.807\/1960. J\u00e1 os Decretos 53.831\/64 e 83.080\/79 discriminaram servi\u00e7os\/atividades profissionais sujeitas a agentes qu\u00edmicos, f\u00edsicos e biol\u00f3gicos, cuja exposi\u00e7\u00e3o cont\u00ednua poderia causar preju\u00edzo \u00e0 sa\u00fade ou integridade f\u00edsica do trabalhador.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;A magistrada esclareceu que, a Lei n\u00ba 8.213\/1991, estabeleceu em seu artigo 57 que a aposentadoria especial \u00e9 devida ao segurado que tiver trabalhado durante 15, 20 ou 25 anos, conforme a atividade profissional, sujeito a condi\u00e7\u00f5es especiais que prejudiquem a sa\u00fade ou a integridade f\u00edsica. Neste caso, o homem j\u00e1 tinha, inclusive, mais de 35 anos de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cRessalto que at\u00e9 a entrada em vigor da Lei n\u00ba 9.032, de 28 de abril de 1995, bastava o mero enquadramento da atividade profissional como especial, nos termos dos Decretos 53.831\/1964 e 83.080\/1979 para que o segurado fizesse jus ao benef\u00edcio da aposentadoria especial\u201d explicou a magistrada, lembrando que a referida lei passou a exigir a comprova\u00e7\u00e3o pelo segurado do exerc\u00edcio em atividade que prejudique a sa\u00fade ou a integridade f\u00edsica.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, a desembargadora destacou em seu voto que a profiss\u00e3o de mec\u00e2nico faz a manipula\u00e7\u00e3o constante de \u00f3leos, graxas e solventes, expondo esses trabalhadores a esses produtos qu\u00edmicos, esp\u00e9cies de hidrocarbonetos, \u201cautorizando o reconhecimento da especialidade na forma do item 1.2.11 do Decreto 53.831\/1964 e item 1.2.11 do Anexo I do Decreto 83.080\/1979\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Desta forma, a relatora, o Colegiado negou provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o do INSS e manteve o pagamento do benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a0Processo n\u00ba: 1009580-25.2017.4.01.800<\/p>\n\n\n\n<p>TRF1 29.01.2021<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p> A magistrada esclareceu que, a Lei n\u00ba 8.213\/1991, estabeleceu em seu artigo 57 que a aposentadoria especial \u00e9 devida ao segurado que tiver trabalhado durante 15, 20 ou 25 anos 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